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A Capela : um amor escrito nas estrelas

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Segunda parte do conto A Capela - para ler a primeira parte clique aqui . Graças as informações obtidas na transcrição do diário que encontramos na fazenda de D. Zelinha, pude dar início a uma série de pesquisas que ajudaram a compreender a intrincada, e trágica, história de Akil e Lourdinha. Essa parte do trabalho foi fácil porque a vida pública de alguns dos envolvidos está disponível em sítios da Internet dedicados a biografar personagens do passado. Apesar de não citarem os jovens amantes, o conteúdo ali obtido serviu para tecer o pano de fundo que ajudou a compreender as motivações que levaram os protagonistas a assumirem seus papéis. Os pormenores de maior interesse estão registrados no manuscrito, os quais trazem esclarecimentos fundamentais sobre a cronologia dos fatos, que de outra forma jamais seriam conhecidos. Nesse sentido, temos que agradecer a tia de Lourdinha, responsável pelos últimos apontamentos, escritos após a morte da menina.  Com base no material recolhido, ...

A capela : noiva fantasma

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A maneira como se deu o desfecho do caso de Camila (para ver  Amor de mãe : o jardim dos condenados, clique aqui ) trouxe uma paz de espírito que não experimentava há anos. Estava aliviado e feliz por ela ter conseguido encontrar seu caminho, deixando para trás os desgostos que enfrentara enquanto viva. Essa paz interior foi acompanhada por um período de relativa tranquilidade nas solicitações de ajuda. Por experiência sabia que a calmaria não duraria para sempre. Decidi aproveitar a oportunidade para descansar e me dedicar ao meu passatempo favorito: a fotografia. Antes que minhas habilidades paranormais aflorassem e se tornassem conhecidas, costumava vagar pelo interior do Rio e de Minas em busca de paisagens e outros motivos que não o frenesi da vida urbana. Foi durante um desses passeios que encontrei, escondida nos campos de um hotel fazenda no Vale do Café, uma antiga capela relativamente bem conservada. Estava praticamente intacta, faltando apenas alguns detalhes de pouca im...

Amor de mãe : o jardim dos condenados

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Segunda parte do conto Amor de Mãe - para ler a primeira parte, clique aqui . A permanência de Camila no plano material gerou em mim um profundo sentimento de frustração por não ter conseguido ajudá-la a fazer a passagem. Sabia que a decisão era única e exclusivamente dela, que seus motivos eram plenamente compreensíveis, mas nem isso afastava de mim o desejo de vê-la, finalmente, seguir seu caminho em paz. Mantive uma rotina de visitas regulares ao casarão. A tranquilidade que reinava no ambiente proporcionava uma fuga da vida agitada e das constantes solicitações de ajuda. Antes de ir embora, D. Helena preparava um café com bolinhos, servido na mesa da cozinha. Por vezes Camila surgia e ficava observando os mortais conversando sobre trivialidades cotidianas. Ela achava graça de novidades que não chegara a conhecer, como telefonia celular, internet e sinal de wi-fi. No comecinho do inverno recebi uma mensagem de uma amiga que estava na região serrana do Rio de Janeiro. Ela exercia um...

Amor de mãe : possessão

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Durante os meses que se seguiram à conclusão do caso da chácara assombrada ( clique aqui para ver Como Nasce um Fantasma ) o assédio de solicitantes aumentou consideravelmente, ao ponto de ter que realizar uma triagem para separar os pedidos de ajuda reais daqueles que visavam pura e simplesmente saciar uma curiosidade mórbida sobre minhas habilidades paranormais. Na época em que me vi envolvido com os acontecimentos relatados a seguir, eu havia trocado o número do meu telefone na  esperança de ter um pouco de sossego. O que não impediu uma senhora de me abordar assim que passei pelo portão do edifício. Pelo visto, ela ficara de tocaia, aguardando aquela oportunidade. Antes que pudesse dizer qualquer coisa ela segurou meu braço com firmeza e disse num tom suplicante: —  O senhor precisa me ajudar ... Ela tinha os olhos pequenos e vívidos, tais como os de uma tia muito querida que não está mais entre nós. Estavam marejados e seu rosto e...